3/8 da página, centralizado: |
Um Roteiro de O Seu Nome Em baixo:
|
|
| Copyright © 199X by Seu Nome Todos os direitos reservados |
Endereço (seu/seu agente) (000) 000-0000 |
2. A primeira página
Você deve começar a primeira página do seu roteiro da seguinte maneira: Dê cinco Enters e na sexta linha, centralizado na página, entre aspas e em maiúsculas, escreva "O TÍTULO" do seu filme. Na décima linha, no lado esquerdo da página as palavras: FADE IN: Mais dois Enters e, na décima-segunda linha escreve o primeiro cabeçalho. Por exemplo: 1.
INT. CASA DE DENISE - DIA (...)
3. Os Elementos do Roteiro
Cabeçalhos Em inglês, sluglines ou scene headers. São escritos em maiúsculas e dão três informações: (1) Onde; (2) precisamente onde, e (3) quando. (2) e (3) são separados por um espaço, um tracinho, e outro espaço. (1) pode ser INT. (interior) ou EXT. (exterior); (2) é uma identificação curta do lugar; e (3) pode ser DIA ou NOITE. Por exemplo: INT. CASA DE DENISE - DIA
É permitido usar mais de um sujeito. Por exemplo: EXT. CASA DE DENISE - TERRAÇO - DIA - FINAL DA TARDE ou: EXT. CASA DE DENISE/TERRAÇO - DIA - FINAL DA TARDE Um novo cabeçalho é necessário cada vez que muda o lugar, e/ou muda o tempo. Porém não precisamos de um cabeçalho completo cada vez que uma personagem entra e sai, por exemplo, da sala para a cozinha. Neste caso, é usual escrever somente o nome da dependência para qual a personagem vai. Por exemplo: Denise se levanta do sofá e vai em direção à cozinha. COZINHA Denise abre a geladeira e pega uma cerveja. ou: Denise se levanta do sofá e vai para a... COZINHA, onde abre a geladeira e pega uma cerveja. ATENÇÃO:
Outro elemento do cabeçalho é a numeração. Para roteiros de especulação, não são indispensáveis, mas se você gostaria de numerar as suas cenas, os números são colocados na margem esquerda, cerca de 2 cm do cabeçalho. Atenção: colocar números de cenas deve ser a
última coisa que você faz, antes de imprimir o seu
roteiro! Você corre o risco de renumerá-las
incessantemente, até a versão final. A parte visual do roteiro, onde se relata o que se passa na tela. Descrições das personagens, o que eles estão fazendo, os lugares, e tudo que os espectadores vão conseguir e precisar capturar visualmente. E nada mais! Tente recriar a experiência de assistir à sua cena tendo apenas as informações que o espectador terá, observando detalhes sobre as pessoas e lugares na mesma ordem em que a platéia verá no cinema. Alguns elementos da ação costumam ser escritos em maiúsculas:
Por exemplo: 1.
INT. CASA DE DENISE - SALA - DIA A pequena sala tem uma varanda mínima com janelas abertas. De fora surge o barulho de TRÂNSITO da rua. Numa mesa de jantar de vidro, na mesa de centro e em todos os lugares da sala estão espalhados cinzeiros cheios, garrafas vazias e restos de comida. DENISE DE CARVALHO, uma mulher morena de 34 anos, com cabelos grandes meio caídos em cima do rosto, aparece no corredor. Ela está acordando e usa uma camisa gigante. Denise ENTRA na sala e, cobrindo os olhos para não ver a luz e a bagunça, procura com uma mão um MAÇO DE CIGARROS na mesa.
Ela encontra o maço, tira um cigarro e volta correndo pelo corredor para o... QUARTO, onde ela acende o cigarro e deita na cama fumando e tentando não acordar muito. (...)
Mantenha os parágrafos pequenos. Conte a sua
história visualmente, com o mínimo de dados para manter
o seu leitor interessado e informado. o nome da personagem para introduzir diálogo, sempre em maiúsculas. Podem ser seguidos por:
Por exemplo: (...) Ela encontra o maço, tira um cigarro e volta correndo pelo corredor para o... QUARTO, onde ela acende o cigarro e deita na cama fumando e tentando não acordar muito. De repente o telefone TOCA na sala. Denise não se mexe. Pausa. O telefone continua TOCANDO. Denise se levanta e SAI do quarto.
Denise volta para o quarto, carregando um TELEFONE SEM FIO.
(...) Ou então:
Considero este último exemplo o mais lógico, mas é
bem menos comum, provavelmente por motivos de espaço.
Recomendo o primeiro. Escritas em parênteses numa linha entre o nome da
personagem e o diálogo. Devem ser usadas muito, muito
pouco, por dois motivos principais. Primeiro, nenhum ator
gosta de ser insistentemente instruído sobre como deve
dizer suas falas. Em segundo lugar, se você vê que
precisa de muitas instruções como (gritando), (chorando),
(para o garçon), etc., provavelmente é um
sinal de que o diálogo não é suficientemente nítida
em geral. É quase sempre possível evitar o uso destas
instruções, limitando-os aos poucos momentos em que o
tom ou o sentido da fala seria realmente ambíguo. Se uma fala é quebrada por uma divisão de página,
escreve-se (MAIS) centralizado numa linha em
baixo do diálogo no final da página anterior, e
inicia-se a outra com o nome seguido por (cont.) ou
(contd). (outra coisa que não deve fazer até
a hora de imprimir!) Espaço simples para: nomes/instruções para o ator/diálogo; ação; Espaço duplo entre: cabeçalho e ação; ação e nomes; diálogo e ação; FADE IN e o primeiro cabeçalho; a última linha e FADE OUT Espaço triplo entre: ação ou diálogo e cabeçalho. Depois da última linha do roteiro, dois Enters e as palavras FADE OUT. Mais dois Enters, e FIM, ou O Fim,
centralizado na página. |
||||||||||||||
Copyright © 1996-2000 by
Hugo Moss |
||||||||||||||